COROA, Maria Luiza Monteiro Sales. Texto, linguagem e interação. Brasília: Centro de Formação Continuada de Professores da Universidade de Brasília – CFORM/UNB: Secretaria de Educação Básica – MEC/SEB, 2004.
O fascículo 1, módulo 2 faz uma reflexão a respeito do tema texto, linguagem e interação. Esta reflexão focaliza não só o que se entende a respeito destes conceitos texto, linguagem e interação, mas também sobre o que esses conceitos representam nas práticas pedagógicas de Língua Portuguesa. Discuti-se também que o ensino-aprendizagem da língua portuguesa não deve se apoiar apenas nas regras gramaticais, mas também no ensino de textos. Ou melhor, o estudo da língua deve envolver tanto o estudo de textos quanto de regras de forma interativa, metalingüística e polissêmica. As regras devem ser estudadas, analisadas dentro dos textos e a partir deles. Para que a comunicação lingüística seja realmente interativa, o uso da linguagem deve ser adequado. Esta interação relaciona-se a idéia de diálogo, isto é, ouvir, dizer, responder, agir, reagir, construir e reconstruir os significados da comunicação.
A comunicação lingüística e a construção de sentidos da linguagem são os objetivos, as funções principais do uso da língua materna. Ou seja, a língua não deve ser vista apenas como um sistema de sígnos, sinais, símbolos, códigos lingüísticos assim como nas abordagens estruturalistas do ensino tradicional. Ela possui uma função de atuação social, histórica, cultural, política, ideológica, cognitiva e de interação entre os falantes nativos, interlocutores, usuários, sujeitos da ação social e cultural inseridos em situações concretas. Neste caso, o texto é a unidade do fazer lingüístico, a unidade privilegiada de ensino e a linguagem é o centro e a razão de tudo.
O texto pode ser definido como um todo significativo, uma unidade de sentidos que possue um encadeamento em suas idéias e estruturas lingüísticas, seja ele realizado pela escrita ou pela fala. Este encadeamento é efetuado através de elementos chamados de conectivos como por exemplo conjunções, preposições, etc. Esta conexão de idéias é conhecida como coesão. A harmonia entre estas idéias e estruturas lingüísticas as quais obedecem a uma lógica é nomeada como coerência. A falta de coesão e coerência na organização textual é um dos problemas que geralmente são encontrados nos textos dos alunos e podem comprometer a clareza dos mesmos. Para corrigir esta disfunção é necessário que o(a) professor(a) explique aos alunos que tipo e gênero de texto deve ser produzido e qual é a organização textual adequada das idéias de cada um, por exemplo, uma entrevista, uma carta, um bilhete, uma narração de um história, etc… Uma dica é o uso da oralidade na troca de idéias e sensações antes da produção do texto para que os alunos articulem seus pensamentos com mais clareza. E o completo entendimento do texto depende das marcas ou pistas textuais, das interferências do leitor, de elementos lingüísticos e contextuais, culturais, sociais, políticos,…, de conhecimentos prévios, conhecimentos partilhados, reconhecimento do contexto histórico e político, etc.
Em construção…
























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