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A importância do ato de ler.
20 08 2007A IMPORTÂNCIA DO ATO DE LER
PAULO FREIRE
“Rara tem sido a vez, ao longo de tantos anos de prática pedagógica, por isso política, em que me tenho permitido a tarefa de abrir, de inaugurar ou de encerrar encontros ou congressos.
Aceitei fazê-lo agora, da maneira, porém, menos formal possível. Aceitei vir aqui para falar um pouco da importância do ato de ler.
Me parece indispensável, ao procurar falar de tal importância, dizer algo do momento mesmo em que me preparava para aqui estar hoje; dizer algo do processo em que me inseri enquanto ia escrevendo este texto que agora leio, processo que envolvia uma compreensão crítica do ato de ler, que não se esgota na decodificação pura da palavra escrita ou da linguagem escrita, mas que se antecipa e se alonga na inteligência do mundo. A leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí que a posterior leitura desta não possa prescindir da continuidade da leitura daquele. Linguagem e realidade se prendem dinamicamente. A compreensão do texto a ser alcançado por sua leitura crítica implica a percepção das relações entre o texto e o contexto. Ao ensaiar escrever sobre a importância do ato de ler, eu me senti levado – e até gostosamente – a “reler” momentos fundamentais de minha prática, guardados na memória, desde as experiências mais remotas de minha infância, de minha adolescência, de minha mocidade, em que a compreensão crítica da importância do ato de ler se veio em mim constituindo. Ao ir escrevendo este texto, ia “tomando distância” dos diferentes momentos em que o ato de ler se veio dando na minha experiência existencial. Primeiro, a “leitura” do mundo, do pequeno mundo em que me movia; depois, a leitura da palavra que nem sempre, ao longo de minha escolarização, foi a leitura da “palavra mundo”.
A retomada da infância distante, buscando a compreensão do meu ato de “ler” o mundo particular em que me ouvia – e até onde não sou traído pela memória -, me é absolutamente significativa. Neste esforço a que me vou entregando, recrio, revivo, no texto que escrevo, a experiência vivida no momento em que ainda não lia a palavra. Me vejo então na casa mediana em que nasci, no Recife, rodeada de árvores, algumas delas como se fossem gente, tal a intimidade entre nós – à sua sombra brincava e em seus galhos mais dóceis à minha altura eu me experimentava em riscos menores que me preparavam para riscos e aventuras maiores.A velha casa, seus quartos, seu corredor, seu sótão, seu terraço – o sítio das avencas de minha mãe -, o quintal amplo em que se achava, tudo isso foi o meu primeiro mundo. Nele engatinhei, balbuciei, me pus de pé, andei, falei. Na verdade, aquele mundo especial se dava a mim como o mundo de minha atividade perceptiva, por isso mesmo como o mundo de minhas primeiras leituras. Os “textos”, as “palavras”, as “letras”, daquele contexto – em cuja percepção me experimentava e, quanto mais o fazia, mais aumentava a capacidade de perceber – se encarnavam numa série de coisas, de objetos, de sinais, cuja compreensão eu ia apreendendo no meu trato com eles, nas minhas relações com meus irmãos mais velhos e com meus pais.”
(FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler. 12.ed. São Paulo,Cortez,1986.p.113;
INFANTE, Ulisses. Do texto ao texto: curso prático de leitura e redação/Ulisses Infante. – São Paulo: Scipione, 1998.)
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A tecnologia a serviço do homem contemporâneo
20 08 2007A TECNOLOGIA A SERVIÇO DO HOMEM CONTEMPORÂNEO
A necessidade de organizar muitas informações e realizar tarefas com maior rapidez e eficiência, num curto espaço de tempo, levou o homem a criar, a partir do séc. XX, uma máquina eletrônica avançada, versátil e super potente que ficou conhecida como computador. Ele recebeu este nome porque, através deste equipamento, o usuário será capaz de fazer cômputos, ou melhor, cálculos e operações de forma muito veloz. O computador é um “cérebro”, composto por circuitos eletrônicos, que fornece ferramentas ao usuário, através dos softwares, capacitando-o para processar textos, analisar e armazenar dados, resolver problemas aritméticos em segundos e fazer cálculos. Inclusive, caso ele seja equipado com um provedor, um modem e uma linha telefônica, possibilitará ao usuário ou peopleware, quando este acessar a Internet, fazer consultas e movimentar a sua conta bancária, fazer compras, visitar museus e bibliotecas, fazer pesquisas escolares e até conversar com pessoas do mundo todo. Uma vez que o equipamento também possua uma secretária eletrônica e fax, o usuário poderá agendar compromissos e telefones e enviar documentos á distância. Enfim, de uma forma ou de outra, o hardware pode ser usado na administração de negócios, na educação, no governo, na saúde, na indústria e na ciência. E, ele vem adquirindo cada vez mais espaço na vida das pessoas á medida que as empresas vão sendo informatizadas e seus equipamentos se sofisticam. Por todas estas razões, atualmente, o computador tem proporcionado ao homem comodidade, facilidade e conforto, tornando-se tão importante e essencial ao mundo moderno quanto o telefone, a máquina de lavar, o forno microondas, o livro e o estetoscópio.
A modernidade e a tecnologia tem equipado os computadores com programas cada vez mais sofisticados. Assim que eles são instalados oferecem ferramentas indispensáveis à realização de qualquer tarefa, trabalho ou projeto. Como, por exemplo, convites, cartões de visita, cartas oficiais, trabalhos escolares e documentos em geral. Estes softwares possuem aplicativos ou acessórios que auxiliam o usuário na redação de textos e documentos, na criação de logotipos, nas planilhas eletrônicas e nos cálculos que exijam maior precisão. Existem muitos tipos de softwares. Alguns deles dedicados ao entretenimento como os jogos e outros dedicados á educação.
Dentre os softwares, jogos e CD-ROM’s educativos, pode-se destacar aqueles utilizados como auxiliares no ensino e os específicos para aplicações didáticas. Eles estimulam a aprendizagem, ajudando a aumentar o interesse pelas aulas e consequentemente, a eficiência da escola. Por outro lado, eles também ajudam o professor na criação e organização de seu material didático como, por exemplo, a impressão de testes e exercícios. Através dos programas e CD-ROM’s, os alunos ou “micreiros” apresentam melhor os seus trabalhos escolares, permitindo a eles fazer simulações de experiências e obter um número inesgotável de informações. Todavia, estes recursos de ensino não substituem os educadores, pois eles têm o papel de orientar os seus alunos nesta infinidade de dados. Para isso, eles precisam elaborar um projeto pedagógico, adotar uma metodologia e/ou aplicar uma teoria como, por exemplo, o construtivismo. O planejamento aliado ao uso de um recurso didático como o computador pode elevar o nível de qualidade do ensino-aprendizagem. Para mostrar a eficiência do uso do computador em sala de aula, a revista Nova Escola n0 110 cita o exemplo da professora Viki Akiwuni que trabalha numa escola localizada no bairro nova-iorquino do Harlem conhecida como Frederick Douglass. Ela conseguiu bons resultados com os alunos da 7ª série que concentram-se na faixa etária de 12 a 13 anos. Nesta mesma escola, da primeira turma que formou-se em 1997 noventa e seis por cento dos estudantes que usaram o computador como recurso de ensino-aprendizagem entraram para a faculdade. A informática voltada para o ensino entusiasmou até o famoso educador “Paulo Freire”. Futuramente, talvez o Brasil também consiga estes resultados, pois algumas escolas já possuem laboratórios de informática como, por exemplo, o Centro de Ensino 07 de Ceilândia-DF.
Infelizmente, a informática (informação automática) faz surgir um novo tipo de iletrado, o analfabeto digital. Por isso, a necessidade de aprender a manipular o computador aumentou, de forma muito significativa, o número de escolas técnicas e centros profissionalizantes oferecendo cursos de computação. Nesta escolas também aumentou a variedade de cursos. Estes cursos abriram portas para novas carreiras e negócios, ou melhor, surgiram novas profissões como o Operador de Microcomputador, Supervisor de CPD, Office 97, Digitador, Telemarketing, Vídeo Maker – que prepara vídeos para o computador e muitas outras. Quanto às profissões de outras áreas, elas começaram a exigir, atualmente, conhecimento em informática. Isso provocou o aumento da concorrência, contudo não diminuiu o índice de desemprego no pais, apesar das entidades filantrópicas, os centros comunitários e as ONG’s – Organizações não governamentais – terem contribuído de forma relevante para diminuir a criminalidade, o consumo de drogas e a pobreza nas comunidades mais carentes, oferecendo cursos de informática gratuitamente.
Além das instituições beneficentes, os computadores são utilizados em todo o tipo de empresas, repartições públicas e órgãos governamentais, mas principalmente em casa. Seja aonde for, o importante é que estas máquinas contribuam de maneira relevante para à saúde, para a educação e para a ciência como os supercomputadores utilizados em grandes laboratórios e centros de pesquisas aeroespaciais assim como a NASA e como os específicos para aplicações médicas como os robôs. E, também, é importante acrescentar que o porte, a dimensão e a capacidade do equipamento vão determinar a velocidade e o ambiente de processamento das informações, adequando-se à necessidade dos usuários.
Suprir a necessidade dos usuários tem sido o objetivo da criação da Rede mundial de computadores – Internet, que proporciona a ele a oportunidade de resolver tudo o que precisa e entrar em contato com quem deseja, sem sair de casa ou do escritório. Basta que o internauta digite o endereço eletrônico e logo estará navegando pelo “Cyberspace”. Uma vez que ele esteja procurando emprego, poderá manter o seu currículo na Web ou preencher algumas fichas virtuais à sua disposição em diversos sites. Estes subterfúgios anexados a um e-mail (carta de apresentação) também podem ser enviados às empresas em que o usuário gostaria de trabalhar ou iniciar um bom estágio. Desde que ele já esteja empregado e deseja acessar o site do seu banco, receberá informações sobre todo tipo de movimentações bancárias relacionadas á sua conta e poderá também fazer outras aplicações, investimentos e transferências. Por outro lado, se o internauta não quer aplicar o seu dinheiro e sim gastá-lo basta que ele acesse a rede de compras. Todo tipo de mercadorias são comercializadas nesta rede, desde livros e CD’s até passagens aéreas e reservas em hotéis. Dentre estas mercadorias são comercializadas, roupas, cosméticos e eletrodomésticos nos conhecidos “shopping’s e bazares virtuais”. O usuário também pode, se assim ele deseja, presentear alguém muito especial com flores ou garrafas de vinho. Entretanto, se não é nada disso que ele quer e sim adquirir cultura ou fazer pesquisas escolares é só acessar o site de qualquer museu ou biblioteca do mundo. Contudo, se o intenauta estiver precisando somente de bater um bom papo, conhecer pessoas diferentes e fazer novas amizades, a Internet ou World Wide Web (WWW) é o lugar ideal para isso, seja através de Chat ou de E-mail.
A Internet também está sendo muito útil tanto na área da educação quanto na área da saúde. Na educação, existe a Rede Guri que pertence ao projeto escola do futuro da USP onde os alunos podem conectar-se com colegas do mundo todo via newsgroups (grupos de discussão). Na saúde, existem os consultórios virtuais, as páginas de auto-ajuda e os sites científicos que fornecem um leque inumerável de informações sobre doenças, tratamentos, remédios ou métodos anticoncepcionais.
Esta terapia virtual é mais uma opção para quem não tem coragem de expor pessoalmente seus problemas e frustrações, embora não tenha sido comprovada cientificamente a eficácia deste tipo de tratamento. Apesar disso ele, já está a disposição de quem necessita. As consultas ocorrem através de uma conversa em tempo real ou de correspondência, isto é, o paciente conversa com o médio pelo Chat ou envia e-mail’s contendo perguntas. Elas serão respondidas através de outro e-mail remetido pelo profissional. A escolha entre um e outro é do cliente. O importante é que esta terapia traga alento para ele.
A Web, os softwares e os CD-ROM’s põem a disposição do usuário uma quantidade inesgotável de informações diferentes. No entanto, o mais importante é a forma com que estas informações são analisadas. Somente uma análise crítica pode condenar as páginas pornográficas da Web que denigrem a moral e os bons costumes. Enfim, o computador, no mundo moderno, tomou-se muito importante, pois facilita e agiliza o trabalho do usuário que pode fazê-lo em minutos com o auxilio dele o que manualmente levaria anos.
(De ileitura)
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Missa do galo
20 08 2007CONTO PREMIADO PELA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE BRASÍLIA NUM CONCURSO DE REDAÇÃO
Missa do Galo
“Rio de Janeiro, 24 de Dezembro de 1860.
Meu Querido Diário
Hoje é um dia muito especial, o Sr. Nogueira confirmou através de telegrama a sua presença para a Ceia de Natal que ocorrerá logo mais à noite, como todos os anos ele faz. Nogueira virá de Mangaratiba especialmente para a ocasião. Não sei porque estou sentindo uma certa ansiedade pela sua chegada. Acho que é porque esta casa está precisando da alegria e vivacidade de um jovem de dezessete anos como ele. No telegrama Nogueira avisa que chegará aproximadamente às quatorze horas. Isto me lembra que eu tenho pouco tempo para preparar a ceia e arrumar a casa. Todos iremos juntos, após a ceia, assistir à Missa do Galo na corte que se iniciará às vinte e quatro horas. Há tanto o que fazer. Quero preparar também sem a ajuda das escravas o bolo de fubá que Nogueira gosta tanto….”
- Abra a porta, Conceição!
- Menezes !?
- Não. É sua Mãe. Não reconhece mais a minha voz!?
- Um momento, por favor. Disse Conceição enquanto escondia novamente o diário em algum lugar de seu quarto no qual também dorme seu marido o escrivão Menezes.
- Pronto. O que deseja mamãe?
- Vim chamá-la para que nós possamos organizar a ceia e os últimos preparativos para a chegada do Sr. Nogueira. As escravas estão fazendo uma faxina na casa.
- Onde está Menezes?
- Saiu logo cedo. Nem tomou café direito. Saiu sem falar com ninguém.
- Toda quinta-feira é a mesma rotina. Ainda vou segui-lo qualquer dia para descobrir com que tipo de mulheres ele anda me traindo.
- Conceição! Você não deve ter tais pensamentos . É preciso que você se conforme com a vida que Deus lhe deu. Esta deve ser a postura de uma esposa honrada.
- Desculpe, mamãe. Mas, esta situação é muito sórdida e humilhante. Se não consigo conter o meu sofrimento e a minha mágoa como vou conformar-me.
- Minha filha, para tudo se dá um jeito. Basta querer e ter força de vontade.
Mamãe é uma pessoa que leva a moral e os bons costumes às últimas conseqüências. Mesmo que isso passe por cima dos sentimentos das pessoas esmagando-os. Não quero mais pensar sobre isso. Hoje é dia de oração e alegria… Mamãe e eu passamos o dia ocupadas com os preparativos para o evento de logo mais e, enfim, terminamos. São aproximadamente dez horas e meia da noite. O Sr. Nogueira já está instalado e se aprontando no quarto de hóspedes. Menezes ainda não voltou da rua. Nem para receber o nosso ilustre convidado. Isto é uma gafe imperdoável. Dona Inácia, minha mãe, também se encontra em seus aposentos terminando de se aprontar. Ela não quer fazer feio perante as elegantes senhoras e as fofoqueiras da Corte. Quanto à mim prefiro me demorar mais um instante neste banho. Pois, o dia de hoje foi muito exaustivo. Mereço alguns minutos para cuidar somente de mim. Quero ficar muito bonita hoje. Irresistível. Se mamãe me escutasse falar desta forma certamente me obrigaria a fazer uma penitência, agora mesmo, rezando algumas Ave-Marias. Além do sermão que eu teria que ouvir.
- Conceição!?
- Mãe!?
- Não, sou eu senhora seu Marido Menezes.
- Ah, é você?! Finalmente resolveu aparecer será que eu poderia perguntar por onde meu marido andou durante o dia de hoje!?
- Você sabe que, toda a quinta-feira, saio bem cedo, para caçar com alguns amigos e colegas. O Sr. Nogueira já chegou?
- É lógico. Faz horas. Respondeu rispidamente Conceição.
- Vou cumprimentá-lo. Com licença!!!
- A vontade.
Enquanto Menezes conversava com o Sr. Nogueira me vesti para a ceia… Após uma hora já estávamos todos à sala de visitas enfeitada anteriormente com motivos natalinos. Notei que só uma pessoa não se encontrava ali naquele recinto. Era Nogueira. Escutei um barulho no escritório de Menezes e me dirigi para lá levando, além da minha, mais uma taça de Champanhe.
- Senhor Nogueira, aceita uma taça de Champanhe. Ofereceu Dona Conceição.
- Sim, obrigado.
- Por que o senhor está aí sozinho no escritório? Venha juntar-se a nós. O escrevente juramentado do meu marido Joaquim Fontainha Távora também já chegou.
- Eu adoro ler. Estava aqui me deleitando com o romance “Os três Mosqueteiros.”
Neste instante não consegui resistir ao ímpeto de entrar e conversar um pouco ali com ele. Sentamos os dois no sofá que se encontrava no lado oposto à escrivaninha e a estante de livros. Dirigiu-me alguns elogios, principalmente ao meu vestido. Não entendo porque razão fiquei ruborizada. Talvez fosse melhor voltar para o quarto e trocar o vestido por um menos extravagante. Mas, ao mesmo tempo, me sentia feliz por estar recebendo aqueles elogios. Naquele momento, percebi que ainda era uma mulher atraente e não devia continuar me anulando por causa de um marido que não vê as minhas qualidades. Menezes ás vezes me fazia sentir como uma pessoa insignificante e medíocre. Ao contrário de Nogueira que sempre me tratou com atenção, carinho e simpatia. Ele é tão jovem e bonito e está muito elegante… Conceição, você é uma mulher casada e não deve ter tais pensamentos. Ele é apenas um menino…
- Também adoro romances. Ler um romance e como participar da vida das personagens e dos acontecimentos narrados. É realizar na imaginação o que não conseguimos ou não podemos fazer na realidade. É viver outra vida emprestada por algum momento. Um momento que vale por uma vida inteira. Você já leu o livro “O vermelho e o negro” de Stendhal?
- Já. Concordo com você. É emocionante viajar por ambientes tão alheios ao nosso e conhecer personalidades fictícias tão interessantes dentro do enredo de uma narrativa. Como a personagem da gravura que está em cima do canapé. Cleópatra.
Durante muito tempo ficamos ali conversando com os olhos de um compenetrados nos olhos do outro. Os assuntos foram variadíssimos. Em compensação houveram alguns momentos em que o silêncio entrecortava aquela conversa. Perdi a noção do tempo. Só ele para me fazer esquecer um pouco da vida infeliz e da suposta traição de meu marido. Esqueci-me até da festa que ocorria naquele momento enquanto conversávamos. As pessoas já deviam até estar comentando e sentindo a nossa falta.
- Nogueira… Desculpe… Sr. Nogueira devemos voltar para a sala de visitas todos devem estar nos esperando para a ceia e à nossa procura.
- Não precisa pedir desculpas. A senhora pode chamar-me apenas de Nogueira.
- Entre quatro paredes talvez, mas em público não fica bem. Um silêncio transpasse entre os dois.
Às onze e meia todos dirigiram-se à sala de jantar onde cearam tranqüilamente. O tilintar das taças de Champanhe ao se tocarem soa anunciando a alegria e o bom humor das pessoas. Transcorreu meia hora antes que todos se preparassem para ir à Missa do Galo…
Saímos apressados para não perder o inicio do evento. A igreja onde se realizaria a missa não ficava longe dali, da Rua do Senado como era conhecida. No caminho todos nós comentávamos como costumavam ser estas missas. Neste ínterim, observei como aquele paletó caia bem no Sr. Nogueira valorizando a sua masculinidade, como ele articulava as mãos e as feições do seu rosto. Observei ao mesmo tempo que ele lançava alguns olhares em minha direção. Será que amanhã de manhã, no café, tudo continuaria tão mágico ou ele me trataria com indiferença em respeito ao meu Marido. Ao final da missa, voltamos para casa. Assim que chegamos nos dirigimos aos nossos aposentos. Durante a madrugada Nogueira foi embora deixando um bilhete de despedida. Após este dia nunca mais o vi. Contudo, seis meses após a morte de Menezes, causada pela Apoplexia, ele reapareceu… Eu havia me casado com o escrevente juramentado de Menezes. Porém, nunca vou esquecê-lo e muito menos o tempo em que passamos juntos e da conversa que tivemos.
(Adaptação feita por ileitura do conto Missa do Galo de Machado de Assis)
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A tecnologia a serviço do homem contemporâneo
19 08 2007
A necessidade de organizar muitas informações e realizar tarefas com maior rapidez e eficiência, num curto espaço de tempo, levou o homem a criar, a partir do séc. XX, uma máquina eletrônica avançada, versátil e super potente que ficou conhecida como computador. Ele recebeu este nome porque, através deste equipamento, o usuário será capaz de fazer cômputos, ou melhor, cálculos e operações de forma muito veloz. O computador é um “cérebro”, composto por circuitos eletrônicos, que fornece ferramentas ao usuário, através dos softwares, capacitando-o para processar textos, analisar e armazenar dados, resolver problemas aritméticos em segundos e fazer cálculos. Inclusive, caso ele seja equipado com um provedor, um modem e uma linha telefônica, possibilitará ao usuário ou peopleware, quando este acessar a Internet, fazer consultas e movimentar a sua conta bancária, fazer compras, visitar museus e bibliotecas, fazer pesquisas escolares e até conversar com pessoas do mundo todo. Uma vez que o equipamento também possua uma secretária eletrônica e fax, o usuário poderá agendar compromissos e telefones e enviar documentos á distância. Enfim, de uma forma ou de outra, o hardware pode ser usado na administração de negócios, na educação, no governo, na saúde, na indústria e na ciência. E, ele vem adquirindo cada vez mais espaço na vida das pessoas á medida que as empresas vão sendo informatizadas e seus equipamentos se sofisticam. Por todas estas razões, atualmente, o computador tem proporcionado ao homem comodidade, facilidade e conforto, tornando-se tão importante e essencial ao mundo moderno quanto o telefone, a máquina de lavar, o forno microondas, o livro e o estetoscópio.
A modernidade e a tecnologia tem equipado os computadores com programas cada vez mais sofisticados. Assim que eles são instalados oferecem ferramentas indispensáveis à realização de qualquer tarefa, trabalho ou projeto. Como, por exemplo, convites, cartões de visita, cartas oficiais, trabalhos escolares e documentos em geral. Estes softwares possuem aplicativos ou acessórios que auxiliam o usuário na redação de textos e documentos, na criação de logotipos, nas planilhas eletrônicas e nos cálculos que exijam maior precisão. Existem muitos tipos de softwares. Alguns deles dedicados ao entretenimento como os jogos e outros dedicados á educação.
Dentre os softwares, jogos e CD-ROM’s educativos, pode-se destacar aqueles utilizados como auxiliares no ensino e os específicos para aplicações didáticas. Eles estimulam a aprendizagem, ajudando a aumentar o interesse pelas aulas e consequentemente, a eficiência da escola. Por outro lado, eles também ajudam o professor na criação e organização de seu material didático como, por exemplo, a impressão de testes e exercícios. Através dos programas e CD-ROM’s, os alunos ou “micreiros” apresentam melhor os seus trabalhos escolares, permitindo a eles fazer simulações de experiências e obter um número inesgotável de informações. Todavia, estes recursos de ensino não substituem os educadores, pois eles têm o papel de orientar os seus alunos nesta infinidade de dados. Para isso, eles precisam elaborar um projeto pedagógico, adotar uma metodologia e/ou aplicar uma teoria como, por exemplo, o construtivismo. O planejamento aliado ao uso de um recurso didático como o computador pode elevar o nível de qualidade do ensino-aprendizagem. Para mostrar a eficiência do uso do computador em sala de aula, a revista Nova Escola n0 110 cita o exemplo da professora Viki Akiwuni que trabalha numa escola localizada no bairro nova-iorquino do Harlem conhecida como Frederick Douglass. Ela conseguiu bons resultados com os alunos da 7ª série que concentram-se na faixa etária de 12 a 13 anos. Nesta mesma escola, da primeira turma que formou-se em 1997 noventa e seis por cento dos estudantes que usaram o computador como recurso de ensino-aprendizagem entraram para a faculdade. A informática voltada para o ensino entusiasmou até o famoso educador “Paulo Freire”. Futuramente, talvez o Brasil também consiga estes resultados, pois algumas escolas já possuem laboratórios de informática como, por exemplo, o Centro de Ensino 07 de Ceilândia-DF.
Infelizmente, a informática (informação automática) faz surgir um novo tipo de iletrado, o analfabeto digital. Por isso, a necessidade de aprender a manipular o computador aumentou, de forma muito significativa, o número de escolas técnicas e centros profissionalizantes oferecendo cursos de computação. Nesta escolas também aumentou a variedade de cursos. Estes cursos abriram portas para novas carreiras e negócios, ou melhor, surgiram novas profissões como o Operador de Microcomputador, Supervisor de CPD, Office 97, Digitador, Telemarketing, Vídeo Maker – que prepara vídeos para o computador e muitas outras. Quanto às profissões de outras áreas, elas começaram a exigir, atualmente, conhecimento em informática. Isso provocou o aumento da concorrência, contudo não diminuiu o índice de desemprego no pais, apesar das entidades filantrópicas, os centros comunitários e as ONG’s – Organizações não governamentais – terem contribuído de forma relevante para diminuir a criminalidade, o consumo de drogas e a pobreza nas comunidades mais carentes, oferecendo cursos de informática gratuitamente.
Além das instituições beneficentes, os computadores são utilizados em todo o tipo de empresas, repartições públicas e órgãos governamentais, mas principalmente em casa. Seja aonde for, o importante é que estas máquinas contribuam de maneira relevante para à saúde, para a educação e para a ciência como os supercomputadores utilizados em grandes laboratórios e centros de pesquisas aeroespaciais assim como a NASA e como os específicos para aplicações médicas como os robôs. E, também, é importante acrescentar que o porte, a dimensão e a capacidade do equipamento vão determinar a velocidade e o ambiente de processamento das informações, adequando-se à necessidade dos usuários.
Suprir a necessidade dos usuários tem sido o objetivo da criação da Rede mundial de computadores – Internet, que proporciona a ele a oportunidade de resolver tudo o que precisa e entrar em contato com quem deseja, sem sair de casa ou do escritório. Basta que o internauta digite o endereço eletrônico e logo estará navegando pelo “Cyberspace”. Uma vez que ele esteja procurando emprego, poderá manter o seu currículo na Web ou preencher algumas fichas virtuais à sua disposição em diversos sites. Estes subterfúgios anexados a um e-mail (carta de apresentação) também podem ser enviados às empresas em que o usuário gostaria de trabalhar ou iniciar um bom estágio. Desde que ele já esteja empregado e deseja acessar o site do seu banco, receberá informações sobre todo tipo de movimentações bancárias relacionadas á sua conta e poderá também fazer outras aplicações, investimentos e transferências. Por outro lado, se o internauta não quer aplicar o seu dinheiro e sim gastá-lo basta que ele acesse a rede de compras. Todo tipo de mercadorias são comercializadas nesta rede, desde livros e CD’s até passagens aéreas e reservas em hotéis. Dentre estas mercadorias são comercializadas, roupas, cosméticos e eletrodomésticos nos conhecidos “shopping’s e bazares virtuais”. O usuário também pode, se assim ele deseja, presentear alguém muito especial com flores ou garrafas de vinho. Entretanto, se não é nada disso que ele quer e sim adquirir cultura ou fazer pesquisas escolares é só acessar o site de qualquer museu ou biblioteca do mundo. Contudo, se o intenauta estiver precisando somente de bater um bom papo, conhecer pessoas diferentes e fazer novas amizades, a Internet ou World Wide Web (WWW) é o lugar ideal para isso, seja através de Chat ou de E-mail.
A Internet também está sendo muito útil tanto na área da educação quanto na área da saúde. Na educação, existe a Rede Guri que pertence ao projeto escola do futuro da USP onde os alunos podem conectar-se com colegas do mundo todo via newsgroups (grupos de discussão). Na saúde, existem os consultórios virtuais, as páginas de auto-ajuda e os sites científicos que fornecem um leque inumerável de informações sobre doenças, tratamentos, remédios ou métodos anticoncepcionais.
Esta terapia virtual é mais uma opção para quem não tem coragem de expor pessoalmente seus problemas e frustrações, embora não tenha sido comprovada cientificamente a eficácia deste tipo de tratamento. Apesar disso ele, já está a disposição de quem necessita. As consultas ocorrem através de uma conversa em tempo real ou de correspondência, isto é, o paciente conversa com o médio pelo Chat ou envia e-mail’s contendo perguntas. Elas serão respondidas através de outro e-mail remetido pelo profissional. A escolha entre um e outro é do cliente. O importante é que esta terapia traga alento para ele.
A Web, os softwares e os CD-ROM’s põem a disposição do usuário uma quantidade inesgotável de informações diferentes. No entanto, o mais importante é a forma com que estas informações são analisadas. Somente uma análise crítica pode condenar as páginas pornográficas da Web que denigrem a moral e os bons costumes. Enfim, o computador, no mundo moderno, tomou-se muito importante, pois facilita e agiliza o trabalho do usuário que pode fazê-lo em minutos com o auxilio dele o que manualmente levaria anos.
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Missa do galo
18 08 2007Updated: 10/04/2009
CONTO PREMIADO PELA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE BRASÍLIA NUM CONCURSO DE REDAÇÃO
Missa do Galo
“Rio de Janeiro, 24 de Dezembro de 1860.
Meu Querido Diário
- Abra a porta, Conceição!
- Menezes !?
- Não. É sua Mãe. Não reconhece mais a minha voz!?
- Um momento, por favor. Disse Conceição enquanto escondia novamente o diário em algum lugar de seu quarto no qual também dorme seu marido o escrivão Menezes.
- Pronto. O que deseja mamãe?
- Vim chamá-la para que nós possamos organizar a ceia e os últimos preparativos para a chegada do Sr. Nogueira. As escravas estão fazendo uma faxina na casa.
- Onde está Menezes?
- Saiu logo cedo. Nem tomou café direito. Saiu sem falar com ninguém.
- Toda quinta-feira é a mesma rotina. Ainda vou segui-lo qualquer dia para descobrir com que tipo de mulheres ele anda me traindo.
- Conceição! Você não deve ter tais pensamentos . É preciso que você se conforme com a vida que Deus lhe deu. Esta deve ser a postura de uma esposa honrada.
- Desculpe, mamãe. Mas, esta situação é muito sórdida e humilhante. Se não consigo conter o meu sofrimento e a minha mágoa como vou conformar-me.
- Minha filha, para tudo se dá um jeito. Basta querer e ter força de vontade.
Mamãe é uma pessoa que leva a moral e os bons costumes às últimas conseqüências. Mesmo que isso passe por cima dos sentimentos das pessoas esmagando-os. Não quero mais pensar sobre isso. Hoje é dia de oração e alegria… Mamãe e eu passamos o dia ocupadas com os preparativos para o evento de logo mais e, enfim, terminamos. São aproximadamente dez horas e meia da noite. O Sr. Nogueira já está instalado e se aprontando no quarto de hóspedes. Menezes ainda não voltou da rua. Nem para receber o nosso ilustre convidado. Isto é uma gafe imperdoável. Dona Inácia, minha mãe, também se encontra em seus aposentos terminando de se aprontar. Ela não quer fazer feio perante as elegantes senhoras e as fofoqueiras da Corte. Quanto à mim prefiro me demorar mais um instante neste banho. Pois, o dia de hoje foi muito exaustivo. Mereço alguns minutos para cuidar somente de mim. Quero ficar muito bonita hoje. Irresistível. Se mamãe me escutasse falar desta forma certamente me obrigaria a fazer uma penitência, agora mesmo, rezando algumas Ave-Marias. Além do sermão que eu teria que ouvir.
- Conceição!?
- Mãe!?
- Não, sou eu senhora seu Marido Menezes.
- Ah, é você?! Finalmente resolveu aparecer será que eu poderia perguntar por onde meu marido andou durante o dia de hoje!?
- Você sabe que, toda a quinta-feira, saio bem cedo, para caçar com alguns amigos e colegas. O Sr. Nogueira já chegou?
- É lógico. Faz horas. Respondeu rispidamente Conceição.
- Vou cumprimentá-lo. Com licença!!!
- A vontade.
Enquanto Menezes conversava com o Sr. Nogueira me vesti para a ceia… Após uma hora já estávamos todos à sala de visitas enfeitada anteriormente com motivos natalinos. Notei que só uma pessoa não se encontrava ali naquele recinto. Era Nogueira. Escutei um barulho no escritório de Menezes e me dirigi para lá levando, além da minha, mais uma taça de Champanhe.
- Senhor Nogueira, aceita uma taça de Champanhe. Ofereceu Dona Conceição.
- Sim, obrigado.
- Por que o senhor está aí sozinho no escritório? Venha juntar-se a nós. O escrevente juramentado do meu marido Joaquim Fontainha Távora também já chegou.
- Eu adoro ler. Estava aqui me deleitando com o romance “Os três Mosqueteiros.”
Neste instante não consegui resistir ao ímpeto de entrar e conversar um pouco ali com ele. Sentamos os dois no sofá que se encontrava no lado oposto à escrivaninha e a estante de livros. Dirigiu-me alguns elogios, principalmente ao meu vestido. Não entendo porque razão fiquei ruborizada. Talvez fosse melhor voltar para o quarto e trocar o vestido por um menos extravagante. Mas, ao mesmo tempo, me sentia feliz por estar recebendo aqueles elogios. Naquele momento, percebi que ainda era uma mulher atraente e não devia continuar me anulando por causa de um marido que não vê as minhas qualidades. Menezes ás vezes me fazia sentir como uma pessoa insignificante e medíocre. Ao contrário de Nogueira que sempre me tratou com atenção, carinho e simpatia. Ele é tão jovem e bonito e está muito elegante… Conceição, você é uma mulher casada e não deve ter tais pensamentos. Ele é apenas um menino…
- Também adoro romances. Ler um romance e como participar da vida das personagens e dos acontecimentos narrados. É realizar na imaginação o que não conseguimos ou não podemos fazer na realidade. É viver outra vida emprestada por algum momento. Um momento que vale por uma vida inteira. Você já leu o livro “O vermelho e o negro” de Stendhal?
- Já. Concordo com você. É emocionante viajar por ambientes tão alheios ao nosso e conhecer personalidades fictícias tão interessantes dentro do enredo de uma narrativa. Como a personagem da gravura que está em cima do canapé. Cleópatra.
Durante muito tempo ficamos ali conversando com os olhos de um compenetrados nos olhos do outro. Os assuntos foram variadíssimos. Em compensação houveram alguns momentos em que o silêncio entrecortava aquela conversa. Perdi a noção do tempo. Só ele para me fazer esquecer um pouco da vida infeliz e da suposta traição de meu marido. Esqueci-me até da festa que ocorria naquele momento enquanto conversávamos. As pessoas já deviam até estar comentando e sentindo a nossa falta.
- Nogueira… Desculpe… Sr. Nogueira devemos voltar para a sala de visitas todos devem estar nos esperando para a ceia e à nossa procura.
- Não precisa pedir desculpas. A senhora pode chamar-me apenas de Nogueira.
- Entre quatro paredes talvez, mas em público não fica bem. Um silêncio transpasse entre os dois.
Às onze e meia todos dirigiram-se à sala de jantar onde cearam tranqüilamente. O tilintar das taças de Champanhe ao se tocarem soa anunciando a alegria e o bom humor das pessoas. Transcorreu meia hora antes que todos se preparassem para ir à Missa do Galo…
Saímos apressados para não perder o inicio do evento. A igreja onde se realizaria a missa não ficava longe dali, da Rua do Senado como era conhecida. No caminho todos nós comentávamos como costumavam ser estas missas. Neste ínterim, observei como aquele paletó caia bem no Sr. Nogueira valorizando a sua masculinidade, como ele articulava as mãos e as feições do seu rosto. Observei ao mesmo tempo que ele lançava alguns olhares em minha direção. Será que amanhã de manhã, no café, tudo continuaria tão mágico ou ele me trataria com indiferença em respeito ao meu Marido. Ao final da missa, voltamos para casa. Assim que chegamos nos dirigimos aos nossos aposentos. Durante a madrugada Nogueira foi embora deixando um bilhete de despedida. Após este dia nunca mais o vi. Contudo, seis meses após a morte de Menezes, causada pela Apoplexia, ele reapareceu… Eu havia me casado com o escrevente juramentado de Menezes. Porém, nunca vou esquecê-lo e muito menos o tempo em que passamos juntos e da conversa que tivemos.
(Adaptação feita por ileitura do conto Missa do Galo de Machado de Assis)
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