Palácio do Itamaraty

20 07 2011

UNIVERSIDADE CATÓLICA DE BRASÍLIA
FACULDADE DE FILOSOFIA, CIÊNCIAS E LETRAS
DEPARTAMENTO DE LETRAS
CURSO: LETRAS – PORTUGUÊS / LITERATURA
PROFESSORA: ANA MARIA ROLAND
DISCIPLINA: SOCIOLOGIA DA ARTE
ALUNA: MARGARETE

RELATÓRIO SOBRE A VISITA
AO PALÁCIO DO ITAMARATY

BRASÍLIA, 05 DE OUTUBRO DE 1999

OBJETIVO

O propósito deste relatório é descrever como foi a visita ao Palácio do Itamaraty que durou aproximadamente uma hora e meia do dia 14/09/1999, terça-feira e analisar as obras de arte nele expostas.

INTRODUÇÃO

O Palácio do Itamaraty apresenta alguns recursos neo-clássicos, contudo a sua arquitetura é moderna e, segundo, uma opinião recolhida pela revista Time, representa um “modernismo tardio tropical barroco”. Este Palácio arquitetado por Oscar Niemeyer rompe com a concepção de outros palácios, em seu estilo, apresentando uma concepção nova e criativa de arquitetura. Para chegar a esta conclusão basta observar que não há distinção entre as quatro fachadas, o corpo não está pousado sobre uma plataforma, como outros palácios, e sim diretamente sobre um espelho d’água. Outro aspecto interessante é a nítida separação existente entre o edifício em si, isto e, a caixa de vidro, e os arcos. Sem falar que há lindas quedas d’água. As colunas do Itamaraty são quase decorativas, ao contrário dos outros palácios cujas colunas são indispensáveis para a estrutura do edifício. A arquitetura do Itamaraty é um conjunto harmônico de várias artes e o rítmo das colunas é desigual rebatendo as críticas ao classicismo. Este palácio foi inaugurado em 1967, com a função de suprir as necessidades cerimoniais como a recepção pelo chefe de estado das autoridades estrangeiras. Mas, acima de tudo o projeto de decoração do palácio procurou valorizar a criatividade brasileira tanto nos desenhos dos móveis quanto na programação visual.

Concluindo, os palácios e os monumentos de Brasília são frutos da livre expressão dos talentos de Lúcio Costa e Oscar Niemeyer. Não é à toa que a UNESCO incluiu Brasília como Patrimônio Cultural da Humanidade.

VISITA AO PALÁCIO DO ITAMARATY

A visita ao Palácio do Itamaraty realizada no dia 14 de setembro de 1999, foi muito interessante, pois além dos móveis antigos e dos grandes salões havia a exposição de pintores e escultores como, por exemplo, Glênio Bianchetti, Sérgio de Camargo (RJ:1930 – 1992) e Mary Vieira.

A primeira exposição apreciada pelos alunos foi a exposição do pintor Glênio Bianchetti. Ele é um mestre inconteste da cor e sua pintura é livre de influências literárias. Bianchetti possui um tecnicismo mecânico e suas obras possuem requintadas texturas de efeitos óticos, repletas de cores fartas e maduras. Algumas de suas obras apreciadas foram: o acrílico sobre tela das 03 moças no banco da praça (1971), a Moça de bruços (1981), a Pinha (1981), as Peras (1979) o Pescador (1974), a Moça com feixe de lenha (1971), as Flores do Cerrado (1965) e outras. Durante a sua exposição pode-se observar que algumas de suas obras eram ilustradas por frases de sua autoria como “Minha pintura tem cores e tem entalhes resultantes da disposição das cores e formas. Tem muito de gravura” (23/08/1981). “O grandioso de uma obra de arte é aquilo que o artista dá dele próprio e não a coisa em si”. “É que acredito que luz signifique vida” (28/11/1973). “A pesquisa um momento de vida interessante. É quase um documento de um estado de espírito”. Estas frases ajudam a compreender a amplitude de sua arte.

No centro da exposição de Bianchetti havia a escultura de Mary Vieira chamada de Ponto de Encontro (1969). Era um polivolume de alumínio de configuração variável com 230 placas de alumínio, móveis ao redor do fixo central e mais blocos de mármore. Esta escultura possui as seguintes medidas 160x100x28cm. A escultora Mary Vieira interessa-se pelo estudo de novas possibilidades de estruturas tridimensionais que permitem a interferência e a participação do espectador.

Ao lado da exposição de Bianchetti havia um lindo jardim chamado Jardim Suspenso cujo responsável por ele foi Burle Marx. No segundo andar, encontramos outra obra de Burle Marx também conhecida por Jardim Suspenso. Após o Jardim Suspenso de Burle Marx ser apreciado pelos visitantes, todos subiram por uma escada cuja estrutura era um espiral. Não há corrimão e esta escada possui degraus largos e compridos. No 1º andar, todos se depararam com a escultura de Franz Weissmann denominada Transfiguração e a mesa onde foi assinada a famosa Lei Áurea.

No 2º andar, todos entraram na sala Dom Pedro I onde se destacava o óleo sobre tela “Coroação de D.Pedro I” realizada pelo Bispo do Rio de Janeiro, Monsenhor José Caetano da Silva Coutinho, no dia 1º de dezembro de 1822, na capela do paço Imperial. Esta obra foi pintada por Jean – Baptiste Debret (RJ:1828) e representa a coroação de D. Pedro I. As dimensões do “Coroação de D. Pedro I” são 340×640 cm. Nesta mesma sala, entre outros móveis havia um lustre denominado “Revoada de Pássaros” em prata, bronze e cristais com uma tonelada e meia de peso. Este lustre era de Pedro Corrêia de Araújo.

Ao sair da sala D.Pedro I, os visitantes dirigiram-se à sala Cândido Portinari onde se encontravam os quadros dos gaúchos e jangadeiros, os anjos da Igreja de São Pedro dos Clérigos (séc. XVIII) e a Arca de Jacarandá de uma Igreja da Bahia. Os anjos tinham a madeira entalhada e policromada (146 cm). Desta sala, passou-se para a sala Duas épocas onde se encontrava entre outras obras uma escrivaninha do Barão do Rio Branco, as cadeiras conversadeiras de D. Pedro II e duas pinturas. Uma delas era de Nílton da Costa e a outra de Tomie Otake. Nesta sala acontecia a recepção de posse. Em seguida, todos entraram num salão nobre (único) cujas portas se abrem. Neste salão, encontrou-se o Jardim Suspenso de Burle Marx, o “O Canto Noturno” de Delfim Maria Martins da Câmara, “Duas amigas” (As gêmeas) em bronze com 255x127x58cm de Alfredo Ceschiatti, a obra inacabada (Nú deitado) cujo molde está em gesso polido de Víctor Brecheret.

Ao continuar à visita, passou-se para a sala de estar de D. Pedro II onde se encontrava uma escrivaninha em jacarandá e marfim do Barão de Rio Branco, a mesa goiana de passar roupa, o óleo de Di Cavalcanti (1972), a imagem do Santo do pau oco, ou melhor, de Nossa Senhora do Carmo e o teto de uma sala de música (Séc. XVIII). Em seguida os visitantes dirigiram-se à sala Rio de Janeiro onde foram realizados banquetes de despedida para embaixadores estrangeiros e onde os ministros almoçavam. Nesta sala, havia muitos quadros de Debret. Após esta sala, encontrava-se o Oratório (Séc. XVIII) que possui a imagem da Santa Edvirges. Esta Santa é mais conhecida como a Santa dos Endividados e ela veio de Paracatu. Neste mesmo oratório, haviam quadros de Alfredo Volpi e Tapeçaria chinesa. Num outro recinto encontrou-se a sala Brasília onde eram realizados banquetes para 180 pessoas com o Presidente da República. Lá se encontra uma tapeçaria de Burle Marx chamada “Vegetação do Cerrado” confeccionada no ateliê de Alberto Nicole. Ao sair desta sala, todos passaram por um Biombo chinês do séc. XVIII e o quadro “Grito do Ipiranga” (1886) de Pedro Américo.

O Palácio do Itamaraty possui outros móveis em jacarandá e muitas outras obras que não foi possível apreciá-las por causa do curto tempo. Contudo, mereceriam ser apreciadas o Menino Jesus (séc. XVIII) de Goa em marfim; a Divina Pastora (Nossa Senhora e o Menino Jesus) com madeira entalhada e policromada, ouro e pedras semipreciosas, uma papeleira. (séc. XVIII) de jacarandá e marfim que pertenceu ao General Carlos Mª de Alvear (1789 – 1853); os blocos de concreto e tinta vinílica (1965 – 1966) de Sérgio de Camargo; a sala Bahia e o auditório localizado no subsolo.

Porém, o que mais chamou a atenção é o (1967) de Bruno Giorgi, escultor italiano, localizado no espelho d’água do Palácio do Itamaraty. Monumento original e criativo que desperta o interesse de quem quer que seja, do mais leigo ao mais culto. Esta escultura de grande complexidade destaca pelo lirismo sexual de suas curvas e integra-se perfeitamente à paisagem. A escultura foi montada a partir de cinco blocos de mármore de carrara que simboliza os cinco continentes. Estes continentes, isto é, os blocos de mármore encaixam-se perfeitamente formando um todo, ou numa análise mais profunda, o planeta Terra com os seus cinco continentes unidos e fortes. Este monumento representa o que há de mais moderno e futurista, atualmente.

CONCLUSÃO

A palavra Itamaraty tornou-se sinônimo internacional da diplomacia brasileira por causa do Primeiro Barão de Itamaraty, pai de Francisco José da Rocha. Este último foi responsável pela construção do Palácio do Itamaraty do Rio de Janeiro em meados do século XIX.

Isto pode ser comprovado a partir da visita ao Itamaraty de Brasília, pois todos os salões, móveis e obras inspiram esta diplomacia brasileira. Por esta razão, esta visita foi tão produtiva, estudantes de letras tiveram a oportunidade de analisar obras artísticas aprendendo a apreciá-las e enriquecendo assim o seu nível cultural.

VÍDEOS

Vídeo narrado pelo jornalista britânico Andrew Tuck, divulgando a reportagem central do nº 33 da revista “Monocle”, dedicada ao Itamaraty e à diplomacia brasileira. A edição de maio de 2010 da revista MONOCLE é dedicada à política externa brasileira. Repórter: Andrew Tuck | Fotógrafo André Vieira | MREBRASIL
 
Hebe Camargo, Lilly Marinho e Principe Dom João de Orleans e Bragança dentre outras autoridades participaram do Jantar de gala promovido pela Vice-primeira-dama do país Mariza Gomes em prol das obras do Hospital do Câncer Infantil de Brasília. Repórter: Bernadete Alves

SITES

CRÉDITOS

Créditos dos vídeos:

1. (Ministério das Relações Exteriores)

2.

Créditos das fotos:

Posicione o mouse sobre as fotos para obter informações a respeito dos créditos das fotos. Clique nas fotos para acessar os sites dos detentores dos direitos autorais das fotos.

Créditos do texto:

Margarete Sant´Anna





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